O Brasil voltou a brilhar no Mundial de Atletismo em Nova Déli, na Índia, nesta terça-feira (30), conquistando mais 14 pódios e consolidando sua liderança na competição. Ao todo, a delegação soma 27 medalhas, sendo sete de ouro, 14 de prata e seis de bronze, reafirmando o protagonismo brasileiro no cenário paralímpico internacional.
Os destaques da jornada foram os ouros de Ricardo Mendonça, nos 200 metros T37 (paralisados cerebrais), com o tempo de 22s77, e de Yeltsin Jacques, nos 1.500 metros T11 (deficiência visual), que venceu com 4min02s02, seguido pelo compatriota Júlio César Agripino, que ficou com a prata. O terceiro ouro veio com Claudiney Batista no lançamento de disco F56.
As conquistas se somaram a outras importantes medalhas, como as pratas de Rayane Soares (200 metros T13), João Matos Cunha (100 metros T72) e Bartolomeu Chaves (200 metros T37). Já os bronzes ficaram com Edenilson Floriani e Giovanna Boscolo (lançamento de dardo F44), Fabrício Ferreir (100 metros T13) e Verônica Hipólito (100 metros T36).
Além dos resultados em Nova Déli, o desempenho brasileiro reforça a relevância crescente do atletismo paralímpico no país. Desde os Jogos Paralímpicos de Tóquio, o Brasil tem ampliado investimentos em centros de treinamento e programas de base, permitindo que novos talentos surjam em modalidades como corrida, arremesso e lançamentos. O esporte adaptado não só projeta o Brasil no exterior, mas também desempenha papel social importante, promovendo inclusão, acessibilidade e transformando histórias de superação em exemplos para milhões de brasileiros.
Com a campanha atual, o Brasil mantém viva a expectativa de superar recordes históricos e confirmar sua posição de destaque no próximo ciclo paralímpico, rumo a Paris 2024 e Los Angeles 2028.
