O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) alcançou um feito inédito em 2025: apenas no mês de julho, o Centro Cirúrgico realizou 1.326 procedimentos, superando o recorde anterior registrado em maio, quando foram contabilizadas 1.294 cirurgias. O desempenho reflete a combinação de planejamento estratégico, investimentos em tecnologia e a aplicação do Projeto Lean, modelo de modernização da gestão implementado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) em 2023.
Para marcar a conquista, a equipe promoveu encontros de confraternização nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, reunindo profissionais de diferentes turnos. Médicos, anestesistas, enfermeiros, técnicos, farmacêuticos e equipes de apoio participaram do momento, que celebrou a união e o esforço coletivo.
A coordenadora do Centro Cirúrgico, Nadja Gloria, destacou o papel dos colaboradores no alcance dos resultados. “Essa conquista se deve ao esforço de cada um. Sabemos que não é fácil, mas esses resultados mostram que todo o empenho vale a pena”, afirmou.
A enfermeira Gleibe Ferreira de Souza também ressaltou o impacto da atuação da equipe. “Me sinto privilegiada de fazer parte de uma equipe que atinge metas que não são apenas números: são vidas salvas e famílias beneficiadas. É uma felicidade enorme saber que estamos fazendo um trabalho com resultados visíveis”, declarou.
O hospital também investe na expansão de sua estrutura. Atualmente, estão em construção 16 novas salas cirúrgicas, equipadas com tecnologia avançada, em um investimento de R$ 13,5 milhões, o que deve ampliar a capacidade de atendimento e consolidar o HBDF como referência em procedimentos de alta complexidade.
Análise:
O recorde de cirurgias no Hospital de Base demonstra como gestão eficiente, inovação e valorização das equipes podem transformar a saúde pública. O uso de programas modernos como o Projeto Lean e o investimento em novas salas cirúrgicas mostram que a modernização estrutural precisa caminhar lado a lado com o cuidado humano. Ao mesmo tempo, o destaque dado às equipes de apoio, muitas vezes invisíveis, reforça a importância da valorização de todos os profissionais envolvidos no processo de salvar vidas. O desafio que se coloca é garantir que esses avanços não fiquem restritos a momentos pontuais de recordes, mas se consolidem em uma rotina capaz de reduzir filas, acelerar diagnósticos e ampliar o acesso da população a tratamentos de qualidade.
