O governo do Rio Grande do Sul anunciou, nesta quinta-feira (2), a destinação de R$ 2,1 milhões para obras em estabelecimentos de saúde nos municípios de Redentora, Glorinha e Mostardas. A medida foi oficializada com a assinatura de portarias pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, durante ato que contou com a presença de representantes locais.
O maior aporte, de R$ 1,7 milhão, será destinado ao Hospital Santa Rita de Cássia, em Redentora, na região Norte do Estado. Os recursos serão aplicados em melhorias na climatização, ventilação mecânica, forro e pintura interna e externa do prédio. O hospital, atualmente fechado, deve ser reaberto pela prefeitura em 2026.
Em Glorinha, o investimento será de R$ 270,7 mil para adequações na cobertura do Centro Municipal de Saúde Synval Guazelli, que também atua como pronto atendimento da cidade. Já o município de Mostardas receberá R$ 124,9 mil para a reforma da unidade básica de saúde Décio Azambuja Velho, no distrito de Solidão, que foi danificada por uma inundação em maio deste ano.
Segundo a secretária Arita Bergmann, os recursos integram o Programa Avançar Mais na Saúde e refletem a política do Estado de valorização dos hospitais de pequeno porte. “Com as reformas estruturais do governo, conseguimos ampliar a capacidade de investimentos, que já superam R$ 1,16 bilhão”, afirmou.
Análise:
Os repasses representam um avanço importante para a qualificação da rede de saúde em cidades de menor porte, onde os hospitais e unidades básicas exercem papel central no atendimento à população. O reforço nos investimentos permite não apenas melhorar a infraestrutura física, mas também ampliar a capacidade de resposta em situações emergenciais, como evidenciado no caso de Mostardas.
Outro aspecto relevante é a reabertura prevista do Hospital Santa Rita de Cássia, em Redentora, que simboliza não apenas a recuperação de um patrimônio local, mas também a retomada de um serviço essencial para a região. Ao incluir municípios menores no planejamento de investimentos, o Estado contribui para a descentralização do atendimento em saúde, evitando a sobrecarga dos grandes centros urbanos.
A política de incentivo aos hospitais de pequeno porte, destacada pela secretária, mostra-se estratégica ao garantir a manutenção e fortalecimento de estruturas locais, que muitas vezes são a única referência de saúde disponível para comunidades afastadas.
