Home InternacionalFrança: Governo Lecornu II anuncia 34 ministros com mistura de veteranos e representantes da sociedade civil

França: Governo Lecornu II anuncia 34 ministros com mistura de veteranos e representantes da sociedade civil

Ministérios estratégicos reconduzem experientes enquanto novos nomes chegam para enfrentar desafios econômicos, jurídicos e de segurança

by Redação
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O Governo Lecornu II, anunciado neste domingo à noite, apresentou uma lista de 34 ministros, combinando figuras políticas experientes e representantes da sociedade civil. Entre os nomes reconduzidos estão Gérald Darmanin, mantido à frente do Ministério da Justiça, e Jean-Noël Barrot, nas Relações Exteriores. Novos perfis incluem Laurent Nuñez, no Interior, e Catherine Vautrin, nas Forças Armadas.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu destacou que se trata de um “governo de missão” com foco na aprovação do orçamento da França antes do fim do ano, agradecendo aos ministros por atuarem “em total liberdade, para além de interesses pessoais e partidários”.

Economia e Finanças
O Ministério da Economia permanece sob a liderança de Roland Lescure, engenheiro politécnico e deputado pelos franceses no exterior, encarregado de aprovar o orçamento de 2026 sem recorrer ao artigo 49.3 da Constituição. Lescure defende a redução do gasto público para controlar o déficit e critica impostos considerados “contraproducentes”. Ao seu lado, Amélie de Montchalin, reconduzida ao cargo de Ministra das Contas Públicas, traz experiência corporativa e parlamentar, tendo atuado em BNP Paribas e Axa e servido como relatora especial do orçamento de Pesquisa e Inovação.

Justiça
Gérald Darmanin permanece como Ministro da Justiça, enfrentando um contexto de crescente pressão sobre magistrados e desafios na segurança pública. O ministro terá sob sua responsabilidade dossiês críticos, como combate ao narcotráfico e gestão de prisões de alta segurança, mantendo sua postura política consolidada desde sua atuação no Interior.

Análise :
A composição do Governo Lecornu II mostra equilíbrio entre continuidade e renovação, mesclando veteranos com experiência e novos perfis oriundos da sociedade civil. No entanto, para que a gestão seja efetiva, será necessário que os ministros priorizem resultados concretos em áreas sensíveis como finanças públicas, segurança e justiça, evitando que o peso político sobreponha decisões técnicas. A crítica construtiva sugere atenção especial à comunicação transparente com a população e à implementação de políticas que conciliem austeridade fiscal, modernização administrativa e respeito aos direitos civis, promovendo governança eficiente e inclusiva.

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