O programa SP Olímpico concluiu setembro com balanço positivo: foram 4.165 itens esportivos distribuídos em dez municípios paulistas. A iniciativa, idealizada pela Secretaria de Esportes em parceria com a Secretaria da Educação (Seduc), busca fortalecer a prática esportiva entre crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, oferecendo aulas de modalidades olímpicas no contraturno escolar.
As primeiras entregas ocorreram em Campinas e Piracicaba, que receberam 150 materiais, incluindo uniformes e bolas de futsal, vôlei, basquete e handebol. Em seguida, o programa percorreu o noroeste paulista, contemplando Araçatuba, Birigui, São José do Rio Preto, Lins, José Bonifácio e Novo Horizonte, com 3.099 itens distribuídos. O mês foi encerrado com entregas em Pedrinhas Paulista e Vera Cruz, que receberam 916 materiais.
A secretária estadual de Esportes, coronel Helena Reis, destacou a importância da formação de base. “A prática esportiva precisa ser estimulada desde a infância. Trabalhar a base é fundamental. Espero que esse ‘Olímpico’ no nome do programa possa se concretizar em resultados efetivos no futuro”, afirmou.
Atualmente, o SP Olímpico atende mais de 6 mil alunos em 371 escolas de 93 municípios, promovendo atividades de atletismo, basquete, futsal, vôlei, judô e handebol. Municípios interessados em aderir ao programa devem apresentar infraestrutura adequada para ao menos uma modalidade e se comprometer com a gestão pedagógica e esportiva.
Análise:
O SP Olímpico representa um esforço estratégico para integrar esporte e educação pública em São Paulo. Ao levar materiais, uniformes e aulas de modalidades olímpicas, o programa fortalece a base esportiva e amplia oportunidades para jovens que dificilmente teriam acesso a esse tipo de estrutura. A iniciativa também atua como política de inclusão, promovendo disciplina, saúde e desenvolvimento social. O desafio, entretanto, está na sustentabilidade do projeto: para que os resultados sejam duradouros, é necessário garantir recursos contínuos, formação de professores e acompanhamento pedagógico. Caso mantido, o programa pode se consolidar como um celeiro de talentos olímpicos e, ao mesmo tempo, uma ferramenta de cidadania.
