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Trump Eleva Aposta em Guerra Comercial: Anuncia Tarifa de 100% Contra a China e Ameaça Cancelar Cúpula com Xi

Escalada de Tensão Bilateral Coloca em Risco Mercado Global; Restrições Chinesas a Minerais Raros Desencadeiam Resposta Imediata de Washington, Fazendo Wall Street Despencar.

by Redação
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O Presidente Donald Trump declarou na última sexta-feira que imporia uma nova e drástica tarifa de 100% sobre mercadorias importadas da China, reacendendo de forma explosiva as tensões comerciais com Pequim. A medida vem como uma resposta direta às recentes restrições de exportação impostas pelo líder chinês, Xi Jinping, sobre minerais raros essenciais para a manufatura, um movimento que, segundo Washington, teria “anulado” meses de negociações entre as duas maiores potências econômicas globais.

A escalada não se limita apenas ao comércio. Trump utilizou sua plataforma Truth Social para ventilar a possibilidade de cancelar um encontro bilateral programado com Xi para o final do mês, classificando a ação chinesa de limitar o acesso aos minerais como “hostil”.

O anúncio da nova alíquota, que representa uma duplicação instantânea do custo de entrada de determinados produtos chineses no mercado americano, foi feito pouco após o fechamento dos mercados. No entanto, o efeito de suas ameaças anteriores — de aumentar as tarifas e cancelar o encontro com Xi — já havia gerado um pânico significativo em Wall Street. O Dow Jones Industrial Average registrou uma queda brusca de quase 900 pontos, e o índice S&P 500 afundou 2,7%, marcando a maior perda em um único dia desde abril.

As novas tarifas estão programadas para entrar em vigor a partir de 1º de novembro, com a ressalva de que o prazo pode ser antecipado “dependendo de quaisquer outras ações ou mudanças tomadas pela China,” conforme a declaração de Trump. De acordo com dados do Peterson Institute for International Economics, as tarifas médias sobre as importações chinesas já se situavam em cerca de 57% antes deste anúncio, tendo atingido o pico de 140% em momentos-chave da guerra comercial anterior.

Análise

 

A imposição de uma tarifa de 100% sinaliza uma retórica e uma política de “olho por olho” que leva o conflito comercial a um patamar de confronto direto sem precedentes. A ameaça do Presidente Trump em suspender a cúpula com Xi reforça que a agenda comercial agora está intrinsecamente ligada à geopolítica e ao controle de recursos estratégicos. A reação imediata e negativa do mercado financeiro, com a queda acentuada dos principais índices de Wall Street, sublinha a percepção de que a instabilidade regulatória e a imprevisibilidade de uma guerra tarifária descontrolada representam um risco maior para o crescimento econômico do que a concorrência em si.

O foco da China em restringir a exportação de minerais raros essenciais para setores como tecnologia avançada e defesa  não é apenas uma tática comercial, mas uma manobra estratégica que toca a segurança nacional e a cadeia de suprimentos global dos EUA. A resposta de Washington, ao retaliar com uma tarifa punitiva, mostra o custo de reverter os laços econômicos profundos. A política tarifária, que já tinha uma média alta de 57% e picos de 140%, demonstra ser uma ferramenta de coerção primária, mas a eficácia dessa ferramenta a longo prazo, dada a volatilidade que ela gera nos mercados e o potencial aumento de custos para o consumidor americano, merece um exame aprofundado sobre sua sustentabilidade e seus impactos colaterais. A dinâmica sugere que, em vez de buscar um acordo duradouro, ambos os lados estão dispostos a priorizar o domínio estratégico, mesmo que isso signifique o sacrifício da estabilidade econômica global.

 

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